Como em poucas linhas contar a história de um jovem que apesar da pouca idade detém anos de experiência musical, profissional e de vida.
André Luiz, Andrezinho para todos nós. Conheceu a musica e suas vertentes ainda no ventre de sua mãe Dona Edna, porque já sentia as afinações propostas, pelo pai o saudoso Mestre André, para impactar a avenida. Isso mesmo Andrezinho filho do Grande Mestre André, o responsável pela a introdução das paradinhas na bateria das Escolas de Samba. Tão pequeno e com tanta responsabilidade, porque a cobrança e a comparação eram inevitáveis.
Ainda pequeno acompanhava o pai aos ensaios da quadra. Mas como o próprio Mestre Andre confessa no vídeo postado neste blog, ele não fazia nenhum esforço para que Andrezinho aprendesse. Mas isso nunca foi barreira porque o ouvido apurado ele já havia herdado do pai.
A morte precoce de Mestre André não impediu a formação musical de Andrezinho. Muito pelo contrário para ele tornou-se uma questão de honra fazer essa homenagem ao mestre.
Com 09 anos, em 1981, Andrezinho saiu à frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel em um tripé homenageando o pai já falecido. E desfilou a frente da bateria até 1984.
Em 1985 Andrezinho desfilou na Comissão de Frente.
Em 1986 o coração falou mais forte e ele voltou para a bateria como “batuqueiro” e ficou até 1988. E m 1989 Andrezinho experimentou o desafio da Harmonia e 1990 voltou ao carro alegórico para novamente homenagear seu pai. Paralelo as funções na Escola de coração a Mocidade ele já começava sua vida musical em grupos tocou primeiro no Pagode da Feira com o Grupo Curte Samba e depois o Real Som, em seguida foi para a ABOLIÇÃO onde conheceu o Grupo Estrela Negra passando a tocar no Grupo e indo assim para Zona Norte.
Ufa!!!!! Pensa que parou. Mentira......
Em 1991 Andrezinho viajou para o Japão e ficou lá 06 meses. Na volta participou da criação do Grupo Molejo e também paralelo a isso participou de shows para turistas nas casas de Show Oba Oba e Scala. Tocou com a Banda de Beth Carvalho, conquistando o Prêmio Sharp de melhor disco de samba do ano. E com o Grupo Molejo foi Banda de Arlindo Cruz entre outros artistas
Andrezinho teve a honra de reger a Orquestra Brasileira e a Bateria da Mocidade Independente juntas com apenas 12 anos ao lado do maestro Isaac Karabchevsq
Pensa que o tour pelo carnaval parou? Claro que não.
Em 1992 ele assumiu a Direção de Bateria da Escola de Samba Leão de Nova Iguaçu, que estava no Grupo Especial, tornando-se na época o mais novo Mestre de bateria.
Em 1993 ele voltou a Mocidade ficando até 2005.
Nesse ínterim o Grupo Molejo já havia alcançado o sucesso. Sendo detentores (com seis CDs gravados e alguns de coletâneas e comemorativo) de 05 discos de ouro, 05 de platina, 04 de platina duplos e 01 de diamante.
Paixão pelo carnaval é explicita. Andrezinho, além da Mocidade Independente de Padre Miguel, já desfilou na Beija-flor (Ala dos Mendigos e Grupo Show), Portela (Ala Sambola e Grupo Show), Grande Rio (Apresentando Odilon o Mestre de Bateria), Império Serrano (Diretoria, Harmonia e Diretor da Ala do Banjo), Mangueira (Coordenação de Bateria em 1998 e 2007), Acadêmicos de Santa Cruz(Ritmista) Salgueiro (Destaque de carro homenageando os Mestres de Bateria), Unidos da Ponte (Destaque de carro), Caprichosos de Pilares (Ritmista), Viradouro (Ritmista), Cabuçu (Ritmista), União da Ilha (Ritmista e diretoria), Lins Imperial (Ritmista), Unidos de Padre Miguel (Diretor de bateria em 1983 ainda na Rio Branco e diretoria atualmente) e por último e não com menos pompa Império da Tijuca (Enredo com o Grupo Molejo)
Como definir este jovem?
Um homem de muita personalidade e carisma. Dono de uma fidelidade ímpar e um companheirismo sem igual. Tímido diante desta selva e desinibido dentre os seus instrumentos. Em carreira solo com sua Banda, batizada de “Copo Cheio” ele vai conquistar vocês.
Tenho à hora de um “pouquinho” desse Jovem talentoso com vocês.
Luzia Lacerda
Jornalista
Luzia Lacerda
Jornalista

